Psicoterapia

(J. Landeira-Fernandez)

Um dos principais temas de nossa propriedade são os problemas psicológicos. Quanto mais evoluída é uma sociedade, maiores são os problemas psicológicos que as pessoas apresentam, e consequentemente, o Psicólogo tem uma função primordial dentro da sociedade. Dentro da atividade do psicólogo clínico há a Psicoterapia. A Psicoterapia consiste em uma atividade exclusivamente relacionada com a palavra. O psicólogo clínico, por um determinado discurso, tem a capacidade de produzir alterações comportamentais na atividade mental de seus pacientes que apresentam determinados problemas.

Uma das principais questões que surgiu no próprio início da psicoterapia é o fato de se a psicoterapia realmente produz algum benefício ou se é um efeito exclusivamente placebo. Essa questão surgiu na década de 40 ou 50, onde criou-se dois grupos de pesquisa: um grupo controle e outro experimental. O de controle tinha acesso à psicoterapia, e o experimental não. O que se verificou é que em alguns casos o próprio tempo tinha capacidade de resolver certos problemas psicológicos, independente de intervenção. Quem iniciou esse tipo de pesquisa foi um sujeito chamado Leon Eisenberg. A partir desses estudos surgiram uma série de outros que chegaram à conclusão oposta: a psicoterapia de fato produz um efeito, tendo capacidade de produzir benefícios na atividade mental de quem apresenta distúrbios específicos.

A próxima questão é tentar descobrir quais os mecanismos responsáveis por esses efeitos benéficos produzidos pela psicoterapia. Por exemplo, se alguém, começando pelo senso comum, vai ao médico, seja por dor de cabeça ou um problema somático qualquer, e o médico faz uma serie de exames fisiológicos, o médico pode chegar a seguinte pergunta: será que o problema é psicológico? Como se esse problema fosse irreal, sem substrato físico, um efeito imaterial, no qual o médico não teria capacidade de atuar. O mais indicado nesse caso seria então procurar um psicólogo. Sabe-se hoje que esse conceito está completamente errado. A psicoterapia funciona e exerce seus efeitos porque a psicoterapia tem a capacidade de alterar padrões neurais específicos.

Com intervenções calcadas na linguagem, através do uso da linguagem, o psicólogo clínico tem a capacidade de alterar padrões neurais específicos. A partir da década de 70 isso tem sido demonstrado pelas técnicas de neuroimagem, principalmente nas de neuroimagem funcional.Esses dados estão de acordo com outros dados que já tinham sido produzidos em 1950/60, no sentido de que fenômenos relacionados com a aprendizagem, em estudos feitos a partir de estudos feitos com animais, viu-se a capacidade de mudar a comunicação sináptica. Quando um indivíduo aprende alguma coisa nova, como por exemplo a saída de um labirinto, tem se mostrado que o rato sofre uma alteração em seu funcionamento neural. As pessoas podem estranhar por que a gente usa o exemplo de um rato para explicar os efeitos benéficos da psicoterapia em seres humanos. Aí vem outra questão: será que é possível fazer psicoterapia exclusivamente com animais? Será que a psicoterapia é uma atividade exclusivamente humana? E a resposta é absolutamente não. O primeiros estudos que mostram efeitos benéficos produzidos em situações em que o indivíduo apresenta ansiedade, são conceitos relacionados com extinção, ou seja, técnicas que reduzem a ansiedade do indivíduo, e essas técnicas foram descobertas utilizando animais como sujeitos.

Então, um dos principais conceitos de psicoterapia é o conceito de aprendizagem. A pessoa através da experiencia tem a capacidade de mudar seu comportamento e sua atividade mental. É simples. Basta lembra o que éramos há muitos anos atrás e ver o quanto nossa atividade mental mudou graças à fenômenos de aprendizagem. Um neurocientista, chamado William Campbell, ganhador de prêmionobel nos anos 2000, estudou a aprendizagem,  e ela é um fenômeno comum a varias espécies de animais, inclusive moluscos. Cambel estudou os molucos porque os moluscos apresentam um sistema neural incrivelmente simples. Isso facilita o estudo. O fato é que conforme o individuo vai mudando seu comportamento, graças à aprendizagem, ocorrem também alterações relacionadas a mecanismos sinápticos. Então isso nos leva a seguinte conclusão: se de fato uma intervenção psicoterapêutica funciona, certamente ela funcionou porque teve a capacidade de produzir uma alteração no cérebro do indivíduo. Podemos inclusive dar um passo além, mostrando que é exatamente por processo de comunicação sináptica que esse mecanismo de intervenção psicoterapêutica produziu esses efeitos.

A psicoterapia então teria então capacidade de produzir alterações na atividade mental do indivíduo graças à alterações nos processos de comunicação sináptica. Por isso a psicoterapia funciona. Esse é um nível de resposta. Certamente existem outros níveis que são muitos discutidos dentro da área da psicologia, o que não invalida outros processos a níveis distintos, como, por exemplo, o Complexo de Édipo, conceito importante para entender intervenções psicoterapêuticas. Se de fato ele é importante, é porque esse conceito deve produzir em última instância uma alteração no processo de comunicação sináptica.

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